Achei que entrar nessa empreitada ia ser fácil, eu não poderia estar mais errado. Minha ideia era ouvir os álbuns no PC, que é onde eu uso meu headphone principal (um AKG K52), mas me enrolei feio com a faculdade (finalmente formei) e ainda fiz uma entrevista de emprego na terça, que eu acabei passando e tive que correr atrás das documentações e exames. No final acabou que eu ouvi a maioria dos fones durante o dia pelo Tidal no celular enquanto resolvia essas tretas, mas sempre presto atenção no que eu estou ouvindo, então confiem que as análises são sinceras. Digo também que gostei da experiência, acho interessante ouvir coisas diferentes de vez em quando.
Metodologia: as notas eu dei em referência aos outros álbuns, um 5/5 não quer dizer que eu acho um álbum perfeito, mas sim um álbum excelente em comparação aos outros álbuns, um 3~4/5 indica um álbum sólido e qualquer coisa além disso ou abaixo são meras nuances subjetivas minhas.
Nunca vou perdoar o Corinthians por isso kkkkkkkkkkkk (pior ainda se o Flamengo começar a tropeçar e entregar o título antes da última rodada).
Taylor Swift (2006)
Sempre tive vontade de conhecer o trabalho da Taylor Swift, nunca tinha escutado nada dela antes dessa empreitada, pelo menos não de propósito, talvez tivesse escutado no rádio, numa propaganda ou algo assim. Bem, sobre esse álbum, achei difícil acreditar que a mina tinha 16 anos quando ela fez esse álbum, eu sabia que ela tinha uma puta voz, mas mesmo assim fiquei muito surpreso. De primeira me dei bem com a sonoridade porque sou acostumado a ouvir música country, quando eu era adolescente curtia muito ouvir esse country comerciais, tipo Randy Houser, Keith Urban, Garth Brooks, Clay Walker, etc. As músicas seguem uma fórmula bem parecida, o tradicional ABAB ou AABA do pop, porém com os arranjos do country, o que não é defeito nenhum, mas torna um pouco massante de escutar tudo numa tacada só.
Os arranjos são muito bons, gostei do timbre dos violões e das guitarras, as baterias são bem presentes, o banjo também encaixa bem e formam uma boa base pros vocais da Taylor, me surpreendeu a influência do pop-rock, não sabia que ela tinha essa influência, algumas músicas tipo ‘The Outside’ são bem “pesadas”. Agora sobre os vocais, ela tem um alcance absurdo e um timbre bem legal de ouvir, o fato dela ter escrito todas as músicas é muito absurdo, as letras apesar de meio “bobinhas” fazem sentido pra uma menina que tava saindo do colegial, não vou julgar por isso.
Para finalizar: fiquei positivamente surpreso, tem pouca coisa que eu poderia criticar, não é algo que eu escutaria no meu dia a dia (até porque não foi feito pra mim), mas pelo o que o álbum se propõe a fazer fica difícil apontar alguma coisa ruim.
Nota: 3/5
Faixas que mais gostei: A Place In This World, Cold As You, The Outside, Tied Together with a Smile
Faixas que menos gostei: Teardrops On My Guitar, Stay Beautiful
Fearless (2008)
Depois do homônimo eu não sabia muito bem o que esperar desse, pelo o que eu pesquisei enquanto ouvia o álbum esse foi um sucesso comercial gigante. Agora quanto ao álbum em si: bem, aqui eu já consigo ouvir muita influência do Pop e do Pop Rock, ela já começa a mostrar alguma maturidade, principalmente em relação as letras e a sonoridade, as músicas me soaram um pouco mais sérias do que no primeiro. A sonoridade do Country ainda é muito presente, mas agora o banjo fica mais escondido em relação as guitarras. As performances vocais da Taylor estão ainda melhores, 'You Belong With Me' é um ótimo exemplo, ela vai cobre uma extensão enorme em pouquíssimo tempo.
“Breathe” é uma ótima balada e traz novidades no arranjo, adorando agora instrumentos de orquestra pra criar a atmosferas, é também o primeiro feat da Taylor até aqui, com participação da Colbie Caillat, achei bem legal.
Achei que o álbum perde um pouco da mão conforme a gente vai chegando ao final, diferente “A Perfectly Good Heart” que fecha o primeiro álbum de forma bem bacana aqui a gente tem “Change”, talvez a pior música da Taylor que eu ouvi até esse momento, parece que ela toma influências do Gospel e a letra foi bem cringe também.
Enfim, achei Fearless mais maduro e polido que o primeiro, um bom disco de Country Pop.
Nota: 3/5
Faixas que mais gostei: Hey Stephen, White Horse, Breathe
Faixas que menos gostei: The Way I Loved You, Forever & Always, Change (essa é terrível)
Speak Now (2010)
Achei que esse álbum representaria a transição de vez da Taylor do Country para o Pop, porém fiquei bem surpreso ao escutar porque ao invés de mostrar mais e mais influências de Pop o que acontece são vários elementos do Rock e do Pop Rock, aqui a gente encontra desde bateria pegada no refrão até solo de guitarra elétrica para finalizar a faixa. Dito isso, dá pra perceber claramente que a Taylor se distancia cada vez mais do Country, com exceção dos vocais e da estrutura das músicas/letras, em questão de arranjo quase não podemos notar instrumentos que eram bem presentes nos álbuns anteriores dela, em especial o Banjo.
O disco abre com a incrivelmente datada “Mine”. Não sei se é o fator tempo, mas meu deus como isso soa datado, parece que estou ouvindo uma música do Disney Channel.
Em “Sparks Fly” temos um pouquinho de Country, não no arranjo em si, mas no sotaque característico do Tennessee na voz da Taylor. Achei uma faixa bem ‘meh’, não gosto das guitarras, mas o refrão é legalzinho (acho que essa é a característica mais marcante da Taylor).
“Back To December” traz uma coisa de diferente até esse ponto e que se repete por todo álbum: instrumentos clássicos no arranjo, principalmente violinos. Pessoalmente eu acho bem tosco, mas aqui funciona muito bem. A cadência da voz dela no refrão também é excelente, me lembrou muito a “Tomorrow” do Chris Young e “Need You Now” do Lady Antebellum. Uma faixa que vai ser meu guilty pleasure depois dessa semana maldita é “Speak Now”, sério, escutem essa. A letra é material pro /r/cringe, mas a forma que a Taylor canta e a dinâmica que cria com a bateria é boa demais, uma das minhas favoritas no disco.
“Dear John” é um lamento de quase 7 minutos, acho que a faixa mais longa da carreira dela até esse momento. É uma música legal, boa pra ouvir depois de um término. É um pouquinho arrastada. Em “Mean” a gente tem o único Country do álbum, aqui tem banjo de sobra e vocal de roceiro norte-americano. É legalzinha.
A pior do álbum é sem dúvidas “The Story Of Us”, essa eu acho objetivamente ruim. A bateria (acho que é sintetizada) faz um four-on-the-floor clássico do Pop e do House. Pela primeira vez a gente tem um sintetizador, que não acho interessante também. A letra é tosquinha, o ritmo não ajuda e o “The end” no final bate o último prego do caixão.
Pra finalizar, esse é o álbum mais diferente da Taylor até agora, isso depois de um debut e do Fearless que são bem parecidos entre si, nesse ela toma algumas decisões que eu gosto, mas também toma umas que eu acho terríveis (principalmente as faixas que tentam ser Pop ou que exageram na dose de Rock).
Estou ansioso pros próximos porque dizem que é a partir do Red que ela dá um 180º na direção artística.
Nota: 3,5/5
Faixas que mais gostei: Back to December, Speak Now, Enchanted
Faixas que menos gostei: Mine, The Story Of Us, Long Live
Red (2012)
Agora sim, finalmente entramos de cabeça no Pop e praticamente as raízes da Taylor. Sem dúvidas esse é o melhor disco dela até aqui, me parece que o Red é uma síntese de tudo o que ela já tinha apresentado antes em questão de estética sonora, porém aqui ela vai além e traz muita coisa nova, desde sintetizadores, experimentações em outro gêneros (I Knew You Were Trouble é basicamente um Dubstep), efeitos especiais para criar ambiências, baterias eletrônicas e todo esse tipo de coisa.
O álbum já começa com uma das melhores faixas da Taylor, “State Of Grace” traz um vocal muito daora e um arranjo muito bacana, parece que alguém finalmente apresentou o conceito de “grave” pra nossa artista, tem um baixão que carrega o ritmo muito bem e as baterias encaixam muito bem. Um dos melhores refrões que eu ouvi nessa empreitada.
Logo depois temos “Red” que tem uma pinceladinha de Country, mas não se entrega totalmente ao gênero, uma tendência que se repete por todo o disco. No refrão temos uma brincadeirinha com um vocoder, achei bem interessante. Em seguida vem “Treacherous”, que é uma cançãozinha acústica, achei bem monótona e achei que não agrega tanto ao que ela vinha desenvolvendo até agora.
Imagino que a maioria aqui já deve ter ouvido “I Knew You Were Trouble”, se não ouviu de propósito com certeza ouviu numa C&A/Riachuelo ou numa propaganda de televisão. Queria voltar no tempo pra ver a reação dos fãs dela quando ela soltou esse single, imagino que ela precisou ter muita coragem pra lançar um “Dubstep” desses, os leads rasgados no refrão são irados (principalmente pra mim que sou viciado em música eletrônica).
Outra que eu queria destacar é “Sad Beautiful Tragic”, dessas baladas acústicas que a Taylor compõe ao montes em todo álbum achei essa a mais forte. Nesse disco também temos dois feats, “The Last Time” com o Gary Lightbody do Snow Patrol e “Everything Has Changed” com o Ed Sheeran (sigh). Entre essas duas gostei mais de “The Last Time”, até porque não suporto a voz do Ed Sheeran, mas achei ambas pouco imaginativas.
No geral o álbum é sólido e os elementos novos funcionam bem, até agora esse é o único que eu pensei “bem, eu poderia ouvir isso no carro depois de um dia rotineiro”. As únicas que realmente destoam pra mim foram “Treacherous” e “Holy Ground”, mas é questão de gosto pessoal.
Nota: 4,5/5
Faixas que mais gostei: State Of Grace, I Knew You Were Trouble, Sad Beautiful Tragic
Faixas que menos gostei: Treacherous, Holy Ground
1989 (2014)
Elétrico, up-beat, sintetizado e divertido. Essas são as palavras que eu usaria para descrever o 1989, pra mim esse álbum soou como um sábado de manhã, quando você acorda animado e resolve dar uma geral na casa, digo isso no melhor sentido da coisa.
A Taylor vai ainda mais fundo no pop e em elementos eletrônicos e abandona completamente suas raízes do Country, eu ainda tenho que pesquisar o que motivou esse 180º na carreira dela, mas eu imagino que o que ele apresentava no início da carreira não era a verdadeira personalidade dela e que nesses trabalhos mais recentes ela tenta mudar isso.
O álbum começa com a mediana “Welcome To New York” que seta a estética harmônica do álbum: baterias eletrônicas e sintetizadores. Eu até gosto do que ela criou na produção, mas “It's a new soundtrack I could dance to this beat” é difícil de engolir, achei bem ruim pra ser sincero.
Com sorte as coisas melhoram muito em “Blank Space”, outra que vai pra lista dos guilty pleasures. A track mantém a atmosfera eletrônica, com pads minimalistas e uma saw-tooth fazendo o baixo, porém o que chama mais atenção pra mim é a métrica que ela usou na letra, não foi atoa que isso estourou na época, a música é muito bem feita.
“Style” mantém o nível alto e é uma boa faixa, só que dessa vez sendo um pouco mais séria que as anteriores. Os synths são bem bacanas (lembra Kavinsky), o pulso clássico da disco/house funciona e o vocal não atrapalha.
O problema todo começa nessa “Out Of The Woods”, essa música pra mim é objetivamente ruim e até meio irritante. Ouçam o refrão dela, é muito irritante, eu acho repetição uma ferramenta excelente e essencial no pop, mas aqui simplesmente não funciona. Daqui pra frente o álbum me pareceu meio sem inspiração, com várias faixas fillers e uma ou duas boas no meio, sendo “How You Get The Girl” uma dessas que salvam, gostei bastante dessa.
Outra que vale o destaque é “Shake It Off” (Shake It Bololo ft. Classics of MPB, pros mais chegados), que é mais uma pra playlist de guilty pleasures, essa melhora o humor de qualquer um, animadíssima e com uma bateria bem divertida, não tinha como dar errado.
O restante como eu disse antes achei bem “preguiçosas”, não trazem muita coisa nova e a fórmula acaba ficando saturada. Por conta disso vou deixar esse abaixo do Red (2012) que continua sendo o melhor dela até aqui, mas de forma alguma eu diria que 1989 é ruim.
Nota: 4/5
Faixas que mais gostei: Blank Space, Style, Shake It Off, How You Get The Girl
Faixas que menos gostei: Welcome To New York, Out Of The Woods, I Wish You Would, Wildest Dreams
Reputation (2017)
I'm sorry
But the old Taylor can't come to the phone right now
Why? Oh, 'cause she's dead (oh)
Bem, o que eu posso dizer? Se 1989 matou a Taylor antiga, então Reputation colocou o corpo no caixão, bateu os pregos, enterrou e sodomizou a cova. Extremamente diferente de tudo o que ela já fez, ainda tomando o Pop como norte, porém agora incluindo elementos do R&B e do Hip-Hop.
Não entendi muito bem o que estava passando na vida dela durante esse álbum, pelo o que eu pesquisei enquanto ouvia o álbum ela tava envolvida em várias polêmicas com a mídia e com outros artistas. O trabalho inteiro soa como algo conceitual, as letras enfim deixam de falar só de amor e relacionamentos, agora ela também passa a expressar outros sentimentos como culpa, raiva, vingança e fama.
Se alguém me dissesse que em dezembro de 2020 eu estaria escrevendo um review sobre a Taylor Swift rimando eu riria da cara da pessoa e chamaria ela de doida, mas graças ao Corinthians eu fui obrigado a ouvir a Taylor rimando em “...Ready For It?” e devo dizer que não foi nada agradável. A parte cantada da música é bacana e os synths distorcidos/industriais são irados, mas tudo isso fica ofuscado pelos refrões de rima.
Em seguida vem um feat com o Future que eu achei bem mais ou menos, mas acho que isso é algo bem pessoal meu, geralmente eu odeio quando cantoras de Pop chamam algum rapper pra escrever umas linhas (estou olhando pra você, Anitta) e aqui não foi diferente.
Em seguida vem uma sequência muito boa com “I Did Something Bad”, “Don’t Blame Me” e “Delicate”. Gosto muito da atmosfera que ela cria nesse álbum, os timbres eletrônicos estão bem mais maduros, modernos e polidos que em 1989. A bateria bate violentamente e as músicas foram mixadas de uma forma que eu gosto muito, parece que propositalmente deixaram os instrumentos terem um pouco mais de espaço ao invés de focar só nos vocais da Taylor.
O resto do álbum segue mais ou menos o que eu descrevi acima, mas preciso abrir uma exceção para “Look What You Made Me Do”, o refrão é doloroso de ouvir, achei bem ruim mesmo, parece algo saído dos anos 90 ou do começo do milênio.
Por fim, comparado aos outros álbuns aqui tem um competidor de respeito pro Red (2012), gostei da maioria das músicas que eu ouvi e o conceito todo funciona bem, salvo um ou dois detalhes que eu mencionei acima.
Nota: 4,5/5
Faixas que mais gostei: I Did Something Bad, Don't Blame Me, Gorgeous, Dancing With Our Hands Tied
Faixas que menos gostei: ...Ready For It?, Look What You Made Me Do
Lover (2017)
Taylor Swift do céu, o que você fez?
Esqueçam tudo o que eu falei a respeito de Reputation, Lover escavou o cadáver, fez alguma magia negra e ressuscitou a Taylor antiga, porém ao invés da nossa querida mocinha do Tennessee o que renasceu foi uma versão xarope que dá sono. Toda a raiva de Reputation se esvaiu e sobrou um disco monotóno, com Popzinhos dignos da Antena 1 de madrugada, beirando canções de ninar.
Gostei de pouquíssima coisa daqui, fica até difícil de avaliar. A gente tem agora uma mescla de instrumentos acústicos (incluindo alguns metais), de pads/synths eletrônicos e drum-machines, eles carregam os vocais quase sempre recatados da nossa corinthiana, com letras falando de positivamente, amor próprio, auto estima e esse tipo de coisa.
Como pontos positivos posso citar “The Man”, que ousa elevar os níveis de energia um pouquinho e dá uma animada no álbum.
“Miss Americana & The Heartbreak Prince” é uma balada meio atmosférica, os vocais estão encharcados de reverb, o refrão é chicletinho e os pads dão uma sensação meio etérea na track toda.
“False God” pra mim é a melhor daqui, apesar de ter a mesma monotonia que marca o álbum, o saxofone traz uma vibe meio Bon Iver, tem uns FX no stereo que são bem interessantes também, e eu acabei que gostei dos hihats retos marcando o ritmo.
Enfim, achei esse o disco mais chato dessa minha empreitada, pelo menos até aqui, ainda falta ouvir o Folklore e o Evermore. Meio lento, repetitivo, monótono, enfim... talvez com mais escutadas eu passe a admirar mais, porém realmente não entendi essa mudança abrupta.
Nota: 2,5/10
Faixas que mais gostei: The Man, Miss Americana & The Heartbreak Prince, False God
Faixas que menos gostei: I Forgot That You Existed, Lover, Cornelia Street, You Need To Calm Down
Folklore (2020)
O magnum-opus da Taylor Swift. Atmosférico, melancólico e fantástico! Esse é o tipo de som que eu escutaria por vontade própria numa boa, muito bem pensado, tudo encaixa bem, pouquíssima coisa que ela tenta aqui não me agrada.
Me parece uma modernização do que o Bon Iver fez com “For Emma, Forever Ago” lá em 2007 e eu digo isso sem querer desmerecer, não é atoa que ele faz uma participação no álbum (e que música!).
A tentativa falha do Lover de fazer algo mais indie/folk é finalmente atingida aqui, quando eu ouvi os primeiros acordes do piano em “The 1” já sabia que ia gostar. E não foram só os arranjos que ganharam outra cara, as letras também ganharam uma dimensão extra, só que de forma bem mais madura do que no Reputation.
Tenho pouquíssima coisa pra criticar, essas que eu citei como faixas ruins foi só pra não deixar o campo em branco, porque as músicas são boas, salvo um ou outro detalhe que eu não gosto. “Cardigan” tem uma das melhores performances vocais da Taylor, não em questão de alcance (esse álbum é bem reto nessa questão), mas na maneira que ela entrega as linhas e na forma que a voz dela “mescla” com os pads, com as ambiências no fundo (lembra o Radiohead), com o piano... é realmente bem feito.
Sou suspeito pra falar de “Exile” porque tem um feat com o Bon Iver que é um dos meus grupos favoritos atualmente, a voz do Justin Vernon é muito foda e a produção desses caras é absurda. A música ficou muito boa, desde a motiff de piano que repete durante quase a música toda e acompanha a melodia vocal, passando pela harmonia que o Justin faz com a Taylor e terminando com a pintura de vozes que os dois fazem no final. Muito foda!
“My Tears Ricochet” também segue muito boa, o coralzinho faz a música toda, bem atmosférica. Um pouco depois vem “This Is Me Trying” com um verdadeiro ensemble de violinos, sopros e mais um monte de coisa que eu nem consegui identificar, tudo pra servir de “cama” pra voz encharcada de reverb da Taylor, bem bacana.
E por fim “Epiphany” com seu órgão~pad(?) + piano fazendo um contraste muito massa com a Taylor, a faixa mais “etérea” do disco. Se eu pudesse descrever esse álbum com uma imagem seria uma cabana de madeira no meio de Montana coberta de neve com uma lareira acesa.
Nota: 5/5
Faixas que mais gostei: Exile, My Tears Ricochet, This Is Me Trying, Epiphany
Faixas que menos gostei: August, Invisible String, Mad Woman
Submitted December 18, 2020 at 06:45PM by nukeaccounteveryweek https://www.reddit.com/r/futebol/comments/kfxow0/como_prometido_review_da_discografia_da_taylor/?utm_source=ifttt
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