Boa tarde de domingo, caros seguidores do errezão.
Inspirado no post que apareceu aqui há uns dias sobre a percepção que argentinos têm dos times brasileiros, resolvi matar um tempo fazendo algo similar: uma percepção geral que nós, brasileños, podemos ter dos reforços sudacas que nossos competentes dirigentes costumam contratar.
Podem completar a escalação à vontade com algum perfil de jogador que eu possa ter esquecido. Vamos lá.
GOLEIRO: parecem fabricados em laboratório, já que raramente têm menos de 1,85m e mais que 1,90m de altura. Caçadores natos de borboleta, dominam como ninguém a arte de fazer defesas fáceis parecerem façanhas. No geral, são contratados por fecharem o gol contra algum brasileiro na Libertadores e acabam indo pro banco, perdendo a titularidade pro goleiro que era amaldiçoado pela torcida antes de ele chegar como salvação da lavoura.
LATERAL-DIREITO: geralmente argentinos, uruguaios ou paraguaios, chegam aqui com fama de serem exímios marcadores (i.e. meme do Peruzzi do Velez anulando o Neymar em um jogo de Libertadores). Logo nos primeiros jogos, entregam pelo menos um gol em falha de posicionamento ou tomando um drible patético de um absoluto João Ninguém no estadual. O desempenho não melhora e a torcida, decepcionada, espera que ele pelo menos consiga contribuir com algo no ataque. Resultado: o cara vira o Buffarini no São Paulo.
ZAGUEIRO 1: esse é o zagueiro que surpreende positivamente. Rápido, chega forte nas divididas e conquista a torcida pela disposição pra dar carrinho até na própria progenitora. Geralmente vêm igualmente da Argentina, Uruguai ou Paraguai, mas também podem vir do Equador ou Colômbia com o adicional de serem trolls com a bola no pé e saírem jogando no dibre.
ZAGUEIRO 2: como o Tinhoso nunca dá com uma mão sem tirar com a outra, esse zagueiro é a contrapartida espiritual de encontrar um Gomez, Kannemann ou Cuesta no continente. Já assusta pela baixa estatura, pela bola parecer um crânio em seus pés e/ou pela lentidão. Costuma acabar na reserva de algum menino da base que acabou de subir ou, eventualmente, pode rebaixar seu time com um gol contra na penúltima rodada (i.e. Adalberto Román, o rebaixador).
LATERAL-ESQUERDO: o oposto do lateral direito. Chegam com fama de atacarem melhor que qualquer lateral brasileiro e ainda quebrarem um galho na defesa, geralmente da Colômbia e Uruguai ou de algum time menor da Argentina. A torcida não tarda a descobrir que metade dos seus ataques são cruzamentos pra fora ou em cima da marcação, e que ele sempre toma bola nas costas quando faz isso. Viña é a exceção que confirma a regra.
VOLANTE: entre 1,80m e 1,85m de estatura e com o porte físico do Batoré, chegam com fama de motorzinhos e polivalentes. Geralmente, correm o campo inteiro tentando marcar ou tocando de lado, sem acharem uma função específica. Raramente, também podem aparecer na variação volante jagunço.
MEIA 1: uma variação um pouco mais técnica do volante, porém mais lenta. Como não costumam chegar tanto no ataque pra dar chute forte pra fora igual aos volantes brazucas, logo viram alvo de perseguição da torcida por não serem nem um volante goleador e nem um meia de criação milagroso. É um tipo peculiar de jogador e, estranhamente, o Flamengo se destaca em nossas terras por ser especialista em contratar esse tipo de cidadão (Mancuello, Lucas Mugni, Piris da Motta etc).
MEIA 2: contratados por DVD de passes em profundidade ou por arrebentarem algum brasileiro em competição internacional, geralmente chegam com fama de diferenciados e obreiro do impossível. Na prática, viram um Guerra, Cueva, Defederico etc da vida. Sem mais delongas.
ATACANTE 1: geralmente argentino ou colombiano, vem com fama de driblar melhor que o Neymar no auge do MSN. Na prática, erra tudo o que tenta em campo e irrita a torcida em menos de 5 jogos. Também pode aparecer na variação "segundo atacante", pq jogava em um 4-4-2 no país de origem e chega aqui fazendo o torcedor achar que ele vai ser um Griezmann.
ATACANTE 2: não tem tanta diferença pro atacante 1. Muda o lado do campo e o nível de grosseria com a bola, apenas.
CENTROAVANTE: geralmente alto, meio lento e forte como um tanque, variando muito de nivel entre intimidade com a bola, movimentação e poder de finalização, o que diferencia um Guerrero de um Santiago Silva.
Enfim, esta é minha reflexão de domingo pré-futebol e fico feliz em compartilhar com vocês. Um abraço.
Submitted April 18, 2021 at 01:21PM by Mysterious-Goose-227 https://www.reddit.com/r/futebol/comments/mtia1v/a_escala%C3%A7%C3%A3o_inicial_de_refor%C3%A7os_estrangeiros_do/?utm_source=ifttt
No comments:
Post a Comment